Alguns adolescentes usam a internet para agredir professores. Isso não é brincadeira, é crime. Evite-o ou defenda-se
" Fica livre dele eh a melhor coisa do mundo! Além de surdo eh chato!"
" Ela eh ridícula."
" Aquele vesgo do inferno sempre me dá nota baixa"
As frases acima estão ou estiveram publicadas na internet.
Elas foram redigidas e postadas por alunos com a intenção de humilhar
e ridicularizar professores. Conhecido como bullying - atitudes agressivas
intencionais e repetitivas -, esse comportamento já era preocupação de educadores,
que há muito procuram maneiras de evitar suas manifestações entre os jovens.
A diferença é que agora são eles as vítimas. Quem tem o propósito de ferir os sentimentos do outro encontrou uma poderosa arma na internet na qual essa conduta recebe o nome de CYBERBULLYING.
No mundo virtual, fica mais fácil tornar públicos imagens e comentários depreciativos, usando para isso blogs, fotologs e sites de relacionamento, de forma anônima ou assumindo a autoria.
Esforço Conjunto
Tentar evitar essas manifestações deve ser uma preocupação da escola e dos familiares
para que não seja preciso partir para medidas extremas. De acordo com o psicoterapeuta José Augusto Pedra, presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre Bullying Escolar, em São Paulo,
só o esforço conjunto de pais e educadores é capaz de resultar em conscientização: "A prevenção envolve
palestras, atividades que estimulem a solidariedade e a discussão do regimento interno da escola".
Se mesmo assim o professor for vítima de agressão virtual, algumas providências podem ser tomadas.
Segundo a pesquisadora Cleo Fante, também do Centro Multidisciplinar sobre Bullying, caso nenhuma
medida pedagógica ou legal seja tomada, os jovens continuarão a repetir essas atitudes porque terão certeza
da impunidade. "Eles podem se sentir à vontade para denegrir a imagem do professor ou de qualquer
outra pessoa. E isso não deve ser permitido, sob pena de comprometer a formação do indivíduo".
COMO SE PREVENIR
O psicoterapeuta José Augusto Pedra, de São Paulo, sugere algumas ações para evitar o cyberbullying:
* Converse com os alunos sobre o tema para que eles não vejam essa atitude como brincadeira;
* Chame os pais para palestras que tratem do assunto;
* Envolva os adolescentes em atividades solidárias para fortalecer o senso humanitário e de cidadania;
* Verifique se o regimento interno da escola prevê sanções a quem pratica atos agressivos. Em caso negativo,
discuta com colegas e direção a possibilidade de incluir o tema.
COMO SE DEFENDER
O advogado Rodrigo Santos, de São Paulo, especializado em crimes virtuais, afirma que as vítimas tem o direito
de prestar queixa e pedir sanções penais. Caso o autor das ofensas tenha menos de 16 anos, os pais serão processados
por injúriaria, calúnia e difamação; se tiver entre 16 e 18 anos, responderá¡ junto com os pais; e, se for maior de 18,
assumirá a responsabilidade pelos crimes.
Algumas formas de se defender:
* Salve e imprima as páginas dos sites;
* Consiga testemunhas do ocorrido;
* Preste queixa em delegacia comum ou em uma especializada em crimes virtuais, se houver em sua cidade.
(Fonte: Revista Nova Escola)
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